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China não quer ingerências da UE nos seus "assuntos internos"

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China não quer ingerências da UE nos seus "assuntos internos"

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Não ingerência da União Europeia nos assuntos internos chineses e estatuto de economia de mercado são os dois grandes pedidos de Pequim a Bruxelas. Esta foi a Cimeira da Reconciliação entre a União Europeia e a China. Mas o primeiro-ministro chinês não se coibiu de apelar à Europa para que não se ingira nos assuntos internos chineses.

Uma referência à próxima visita do Dalai Lama que no final do mês será recebido na Holanda, na Dinamarca e na França. O encontro do líder espiritual tibetano com Nicolas Sarkozy tinha levado Pequim a anular a cimeira, prevista para Dezembro. Os dois blocos discutiram questões económicas, ligadas ao acordo de associação que está a ser negociado há seis anos. A China continua a pedir o estatuto de economia de mercado, para o qual a Europa não a considera pronta. Este estatuto dificultaria a aplicação, por parte de Bruxelas, de sanções ‘antidumping’ às exportações chinesas. Os dois blocos assinaram três acordos: sobre energia, PME e ciência e tecnologia. Pequim aproveitou para pedir o fim do embargo europeu à exportação de tecnologia para a China. A luta contra as mudanças climáticas esteve também na agenda do encontro. Pequim prometeu um plano de acção a longo prazo, para combater o aquecimento global: aposta na melhoria dos rendimentos energéticos, em fábricas a carvão mais limpas e no aumento da mancha florestal.