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Ciclone político em Londres

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Westminster debate-se com uma crise política sem fim à vista.

O presidente da Câmara dos Comuns não resistiu à pressão das últimas semanas e vai abandonar o cargo no próximo dia 21 de Junho. Micheal Martim é o primeiro a apresentar a demissão nos últimos 300 anos. A moção de censura apresentada pelos deputados de vários partidos foi a gota de água. Mas pode ser, apenas, a primeira de muitas mudanças como explica Kate Hoey: “A saída do speaker não vai mudar a revolta dos contribuintes. Precisamos de reflectir sobre o tipo de presidente que queremos e nas alterações a introduzir o quanto antes.” O escândalo envolve cerca de 18 membros do Parlamento de diferentes forças políticas, entre elas os conservadores, que ganham terreno nas sondagens David Cameron defende que é necessário um novo Parlamento. “Precisamos dar às pessoas a oportunidade para que julgem os políticos nas eleições gerais.” Uma hipótese, que os analistas consideram pouco provável. Gordon Brown mostra-se mais preocupado com a reforma do sistema de despesas dos deputados, adiantando, que “Westminster não pode funcionar como um clube privado para homens, onde os membros fazem as regras e funcionam de acordo com as mesmas” O escândalo das despesas de deputados no Reino Unido pagas com dinheiro público está a afectar a imagem de várias forças políticas. Uma polémica que promete beneficiar os partidos mais pequenos nas próximas eleições Europeias.