Última hora

Última hora

Cimeira leva europeus ao extremo oriente da Rússia

Em leitura:

Cimeira leva europeus ao extremo oriente da Rússia

Tamanho do texto Aa Aa

Há muito que as esperanças de uma relação mais serena entre a União Europeia e a Rússia de Dimitri Medvedev se desvaneceram. É num clima tenso que decorre, esta quinta e sexta-feira, a cimeira entre os dois blocos. Uma cimeira que Medvedev organiza no extremo oriente da Rússia, em Khabarovsk. A cidade situa-se na margem do rio Amor e na fronteira com a China. A partir do Velho Continente, são precisas dez horas de voo ou uma semana de comboio para la chegar.

Para os analistas, a escolha de Khabarovsk é a forma de a Rússia relembrar aos europeus a dimensão do país – a a sua proximidade com um mercado tão importante quanto a China. Fonte de tensões, é a Parceria para o Leste, lançada no início do mês. A Europa espera ajudar ao desenvolvimento democrático de seis antigas repúblicas soviéticas, como o Azerbaijão, e, simultaneamente, diversificar as suas fontes de energia. Mas a Rússia não vê com bons olhos esta entrada da Europa na sua esfera de influência. “Não temos nenhuma razão nem para saudar nem para lutar contra esta parceria. Se os seis países aos quais se destina esta parceria estão interessados, tanto melhor. Tanto melhor. A única coisa que não queremos é que obriguem estes países a fazer uma escolha completamente artificial: ou estão com a Rússia, ou estão com a União Europeia”, avisa Nikolay Kobrinets, vice-embaixador de Moscovo em Bruxelas. As negociações sobre a energia também se anunciam difíceis, quatro meses após a crise do gás russo-ucraniana, que levou Durão Barroso a declarar que Moscovo não é um fornecedor de confiança. A segurança dos fornecimentos é uma das principais exigências de Bruxelas, no novo acordo energético que tenta negociar com Moscovo.