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Alemanha: 60 anos

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Alemanha: 60 anos

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A derrota na II guerra mundial deixou a Alemanha de joelhos …em ruínas e moralmente afectada pela vergonha dos crimes nazis. Dividida em zonas de ocupação militar pelas potências aliadas, postas sob tutela. Os vencedores vão fazer tudo para impedir o renascimento do expansionismo alemão.

Com esta preocupação redigiram a Lei fundamental da República Federal que viu a luz do dia em 23 de Maio de 1949 em Bona, a nova capital. O Bundestag realizou a assembleia constitucional da democracia parlamentar, em Setembro de 49. Os partidos políticos ficam no coração do sistema, entram no Parlamento com uma representação de 5%, uma prenda de estabilidade. O cristão-democrata Konrad Adenauer foi o primeiro chanceler de RFA. Foi também o chanceler do famoso milagre económico alemão. Sob o impulso do plano Marshall, a indústria da Alemanha do Ocidente desenvolveu-se. Nos anos 50 os alemães ainda não se tinham esquecido dos anos de privação e fome mas é certo que tinham ficado para trás. O símbolo, da prosperidade é o Vokswagen Carocha. Com a reunificação entre as duas Alemanhas, em 1990, depois da queda do Muro, Berlim volta a ser a capital, mas a Lei Fundamental adotada em Bona com uma vocação transitória, será também a da Alemanha reunificada. Um triunfo para uma constituição que não quer ter nome próprio. O balanço é bom, segundo o professor Manfred Goertemaker: “A constituição e a história moderna de toda a Alemanha é uma história de sucesso. Muita estabilidade foi adquirida, muito mais do que as pessoas ousavam sonhar no princípio. “ Todavia, o modelo político-económico da Alemanha está sujeiro a uma rude prova. O Bundestag saído das últimas o legislativas mostrou o declínio dos dois grandes partidos face à subida de cinco pequenos partidos que entraram no parlamento graças ao voto proporcional.