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Benjamin Netanyahu rejeita divisão de Jerusalém

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Benjamin Netanyahu rejeita divisão de Jerusalém

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Israel celebrou esta quinta-feira o Dia de Jerusalém, uma data que celebra a “reunificação” da cidade após a tomada da parte oriental na Guerra dos Seis Dias, em 1967. A cerimónia oficial foi organizada na Colina da Munição, um dos lugares mais simbólicos da disputa travada há 42 anos, entre forças hebraicas e exército jordano.

No discurso que proferiu, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu declarou que “Jerusalém unida é a capital de Israel. Jerusalém foi e será sempre” dos judeus, e “nunca mais deverá ser dividida.” Netanyahu afirmou ainda esta foi a mensagem que transmitiu aos Estados Unidos, onde se reuniu com o presidente Barack Obama e com a secretária de Estado americana, Hillary Clinton. O Dia de Jerusalém não foi motivo de celebrações para todos os israelitas. O governo ordenou o desmantelamento do pequeno colonato selvagem de Maoz Esther, perto de Ramallah, na Cisjordânia. A destruição acontece três dias depois de Barack Obama ter afirmado ao primeiro-ministro israelita que tem que pôr um termo à expansão de colonatos na região. No entanto, a medida é mais simbólica do que eficaz pois como explica um colono de Maoz Esther “cada vez que as suas casas são demolidas os colonos constroem cinco vezes mais no colonato seguinte.” De acordo com várias organizações não-governamentais para além dos 121 colonatos autorizados pelo governo, existem na Cisjordânia cerca 100 acampamentos selvagens.