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Justiça não concede compensações a vítimas de ensaios nucleares

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Justiça não concede compensações a vítimas de ensaios nucleares

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A justiça francesa confirmou que um grupo de militares, vítimas de ensaios nucleares, não tem direito a indemnização.

Um tribunal de segunda instância de Paris rejeitou o recurso de 12 soldados, 7 dos quais já falecidos, argumentando que os factos prescreveram. Gerard Dellac, que sofre de cancro de pele, esteve na zona de um teste nuclear sem ter sido avisado dos perigos. Diz já não ter “forças para continuar a lutar porque existem sempre promessas e depois nada acontece”. O veredicto foi considerado escandaloso pelos defensores dos veteranos já que foram previstas indeminizações a civis que sofreram com os mesmos testes. Os queixosos, muitos com cancro de pele e problemas de sangue e rins, exigiam 5 milhões de euros. A decisão surge a poucos dias do governo francês apresentar um projecto-lei que prevê indeminizações no valor de 10 milhões de euros, numa fase inicial a muitas das vítimas. Uma medida que recolhe cepticismo por parte dos veteranos. A França realizou 210 ensaios nucleares na Argélia, nos anos 60 e na Polinésia, entre 1966 e em 1996. Mais 150 mil pessoas, civis e militares, estiveram envolvidos directa ou indirectamente.