Última hora

Última hora

Governo alemão não está satisfeito com ofertas de compra da Opel

Em leitura:

Governo alemão não está satisfeito com ofertas de compra da Opel

Tamanho do texto Aa Aa

Berlim considera insuficientes as ofertas apresentadas para a compra da Opel. Isso mesmo sublinhou o ministro da Economia, Karl Theodor zu Guttenberg, para quem uma falência controlada será a melhor solução.

A última palavra é da casa-mãe, a General Motors. A proposta da austríaco-canadiana Magna assume o favoritismo, preferida pelos assalariados da Opel e aprovada pelas autoridades regionais. Mas o patrão da Fiat, Sergio Marchionne, não baixa os braços e a marca italiana continua a tentar melhorar a oferta, depois da Magna ter prometido um investimento total de 700 milhões de euros. O analista Wolfgang Meinig explica que “a Fiat é uma das empresas europeias em situação de dívida, sem liquidez, ao contrário da maioria dos construtores alemães. Tem um défice de milhares de milhões e, desse ponto de vista, precisa de se refinanciar a si própria e não pode gastar dinheiro na Opel”. A quatro meses das legislativas, o governo alemão está fortemente implicado no negócio. Tanto a proposta da Magna como a da Fiat prevêem a supressão de 10 mil empregos na Europa, um quarto dos quais na Alemanha. Apesar do favoritismo, a imprensa alemã interroga-se sobre o papel do Kremlin na oferta da Magna, apoiada por um banco russo semi-público.