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Mongóis votam em presidenciais

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Mongóis votam em presidenciais

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Minada pela pobreza e por uma grave situação económica, a Mongólia escolhe hoje um novo presidente.

É o primeiro escrutínio desde as legislativas de 2008 que degeneraram em motins na sequência de acusações de fraude pela oposição e que se saldaram em cinco mortos. Vinte e sete equipas de observadores internacionais acompanham a votação na capital. Em situação de empate técnico na última sondagem, o actual presidente Nambaryn Enkhbayar, do Partido Popular Revolucionário Mongol, enfrenta o antigo líder dos Democratas, Tsakhiagiin Elbegdorj. Enkhbayar fez campanha com a promessa de “unir os mongóis”, mas a proximidade de programa com o opositor – de um partido coligado com a formação do chefe de Estado no Parlamento – poderá traduzir-se numa forte abstenção. Elbegdorj promete a mudança e estabeleceu como prioridades a luta contra a corrupção e a pobreza, que afecta a larga maioria da população. País rico em minerais, a Mongólia sofre particularmente a descida dos preços de matérias-primas como o cobre, a sua principal fonte de exportação.