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Vitória do cinema europeu no Festival de Cannes

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Vitória do cinema europeu no Festival de Cannes

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O cinema europeu é o grande vencedor da 62/a edição do Festival de Cannes. A começar pelo triunfo do austríaco Michael Haneke, que recebeu a Palma de Ouro das mãos de Isabelle Huppert, a presidente do Júri. “A fita branca” é um filme a preto e branco. Retrata uma aldeia alemã nas vésperas da I Guerra Mundial e um grupo de crianças que responde com ódio e sangue à educação ultra-repressiva dos pais.

O realizador, uma presença assídua em Cannes e já com vários prémios, ganha assim a sua primeira Palma de Ouro. No final, considera Cannes o maior festival do Mundo e fala da importância deste prémio para a concretização de futuros projectos. O galardão de melhor actor foi para o também austríaco Christoph Waltz, pela sua interpretação em “Glorious Basterds”, de Quentin Tarantino. O actor desempenha um oficial nazi, caçador de judeus. A França também em grande destaque. O realizador francês Alain Resnais recebeu o prémio especial pela sua carreira, enquanto o prémio de melhor actriz foi para Charlotte Gainsbourg. A actriz agradeceu a Lars Von Trier o facto de lhe ter permitido “incarnar a mais intensa, dolorosa e excitante experiência” que viveu até hoje. “Antichrist” é o mais controverso dos filmes desta edição do festival. A actriz francesa incarna uma mãe que cai na loucura após a morte do filho, num filme marcado também pelo sexo e violência. O português João Salaviza recebeu o prémio de melhor Curta-metragem com “Arena” e o Grande Prémio do Júri foi para o francês Jacques Audiard, pela película “Un prophète”, um retrato negro do mundo prisional.