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Campanha portuguesa marcada pela polémica sobre os orçamentos dos partidos

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Campanha portuguesa marcada pela polémica sobre os orçamentos dos partidos

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A presença de José Luís Rodriguez Zapatero ao lado de José Sócrates e a imagem de “camaradagem” entre os dois socialista ibéricos foram rapidamente ensombradas pela polémica em tornos dos orçamentos da campanha para as eleições europeias.

Os socialistas, liderados pelo constitucuionalista Vital Moreira, aparecem no topo das sondagens, com 39% das intenções de voto. Mas, em termos de orçamento, os socialistas não são os mais gastadores: 1520 mil euros é menos do que os 2200 mil euros do erário público, apresentados pelo PSD. O Partido Social Democrara é segundo nas sondagens, com 36% das intenções de voto. O cabeça de lista, Paulo Rangel, diz que o partido aposta na verdade: “A unica coisa que o PSD faz e fará sempre é orçamentos de verdade, coisa que não sei se os outros partidos fazem. Também não estou a dizer que não tenham feito. Mas a julgar pelos meios que estão no terreno, alguns estão, com certeza, a gastar mais do que o PSD.” Os bloquistas, a quem as sondagens prometem um terceiro lugar, com 12% das intenções de voto, apresentaram um orçamento de 725 mil euros. Miguel Portas, cabeça de lista do Bloque de Esquerda, critica o despesismo: “Acho que se dividíssemos por metade o dinheiro para as campanhas eleitorais, ele ainda seria excessivo. E se dividíssemos por três, excessivo continuaria a ser.” Menor ainda é o orçamento da CDU, dada como quarta, nas sondagens, com sete por cento dos votos. Um orçamento é ligeiramente inferior a 500 mil euros, o suficiente para mandar fazer autocolantes e sacos com o emblema da Coligação Democrática Unitária. E mesmo se apenas oito por cento dos portugueses parece saber que as eleições são no dia 7 de Junho, há quem se precipite… para ficar com um saquinho.