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Berlim e o quebra-cabeças da Opel

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Berlim e o quebra-cabeças da Opel

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O futuro da Opel não é apenas uma questão alemã, mas deve ser alvo de uma solução global para todas as filiais da General Motors na Europa. A ideia é defendida pelas autoridades belgas no dia em que se espera a decisão do governo alemão sobre as propostas de retoma da Opel. Berlim deve dizer hoje qual das quatro propostas prefere.

O governo belga considera que actualmente o dossiê ignora as fábricas da Opel fora da Alemanha, como por exemplo, na Bélgica, Polónia e Espanha, assim como a marca Vauxhall no Reino Unido e a Saab na Suécia. No total, a General Motors emprega mais de 55 mil pessoas na Europa. Em Berlim, nos encontros com os líderes dos quatro grupos interessados, entre eles Sergio Marchionne, director da FIAT, o governo alemão exige um esforço para preservar os 26 mil empregos da Opel na Alemanha. Os restantes ficam de fora das negociações. Klaus Franz, representante dos funcionários da Opel, defende uma solução europeia global. Evoca o slogan “uma dor partilhada é metade da dor” e promete tudo fazer para que não sejam fechadas fábricas e não hajam despedimentos no grupo em toda a Europa. Na corrida à retoma da Opel está a FIAT, os austro-canadianos Magna, os belgas RHJ International e os chineses BAIC. Segundo a imprensa alemã, à medida que os dias passam o governo está cada vez mais dividido e tem mais dúvidas em relações às propostas. A decisão final caberá sempre à General Motors, que tem até segunda-feira para apresentar um plano de reestruturação viável.