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Coreia do Norte ameaça partir para a guerra com o vizinho do Sul

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Coreia do Norte ameaça partir para a guerra com o vizinho do Sul

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A Península Coreana está em pé de guerra. A Coreia do Norte considera nulo o armistício assinado com o Sul em 1953 e ameaça partir para a guerra à mínima provocação.

Hoje, a televisão pública norte-coreana difundiu em contínuo imagens à glória do exército e terá sido reatada a produção de plutónio no país. Pyongyang considera uma declaração de guerra o facto de Seul ter aderido à Iniciativa de não-proliferação, o que lhe permite, por exemplo, apreender navios norte-coreanos suspeitos de transportar armamento proibido. A situação tem vindo a degradar-se há semanas e a fronteira entre os dois países está fechada desde o início de Abril, após as condenações internacionais a um primeiro ensaio nuclear. A escalada acentuou-se nos últimos dois dias, depois de Pyongyang ter repetido o ensaio nuclear e multiplicado os tiros de mísseis. Para já a Coreia do Sul preferiu apelar à calma e não enviou nenhum reforço para a fronteira inter-coreana, ao contrário da Rússia, aliada do regime norte-coreano, que já tomou medidas preventivas no quadro de uma eventual guerra. Segundo os analistas, a atitude bélica do regime de Kim Jong-il é uma estratégia. Pyongyang estará a viver uma guerra interna pela sucessão do líder comunista, procura ofuscar os problemas económicos e pressionar o Conselho de Segurança da ONU. A comunidade internacional, incluindo a China e a Rússia, condenou firmemente as recentes provocações do regime e prepara uma nova resolução e mais sanções.