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Dinamarca: habitantes de Christiania prometem não baixar os braços

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Dinamarca: habitantes de Christiania prometem não baixar os braços

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A chamada “cidade livre” dinamarquesa pode ter os dias contados.

A justiça rejeitou o pedido dos habitantes de Christiania que reclamavam o direito de utilização colectiva do enclave. Uma decisão justificada com a recusa dos residentes aceitarem a normalização imposta pelo governo e a abertura ao exterior. Os habitantes do último reduto dos anarquistas na Europa não baixam os braços e prometem levar a luta até ao fim. “Sinto-me desapontada e frustrada. Agora vamos para casa analisar a decisão da justiça e ver o que podemos fazer”, afirma Mette Pagode. O advogado de defesa diz que em risco estão 900 casas e considera a questão deve se analisada pelo Supremo Tribunal. “Espero que se encontre uma solução de forma a permitir a sobrevivência de Christiania.” O reduto foi criado em Setembro de 1971 por hippies, que ocuparam um quartel abandonado pelo exército. Hoje é uma referência turística na Dinamarca, gerido pelos próprios habitantes. Na mira do Governo de centro-direito desde 2001, Christiania foi palco de violentos confrontos com a polícia. Intervenções destinadas acabar com a venda de drogas leves. Um mercado legalizado no enclave onde segundo as autoridades circulam anualmente cerca de 130 milhões de euros.