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Alemanha: campanha para as europeias de olhos postos nas legislativas

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Alemanha: campanha para as europeias de olhos postos nas legislativas

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Apesar dos cartazes nas ruas, os alemães estão menos interessados nas eleições europeias de Junho do que nas legislativas de Setembro – mesmo se alguns políticos tentam discutir temas europeus, como o Tratado de Lisboa, denunciado pela Die Lieken – A Esquerda – a mesma esquerda que alertou contra o funcionamento dos mercados financeiros. “Criticamos a União Europeia mas não somos contra ela. O que digo é que o Tratado de Lisboa se baseia na ideologia neoliberal – a mesma que produziu a maior crise financeira e económica dos últimos 80 anos. Porque é que havíamos de apoiá-lo?”, interroga-se Lothar Bisky, cabeça-de-lista da Die Lieken.

Apesar da crise, a esquerda não deverá conquistar mais do 10% dos eleitores. Pelo contrário, são so conservadores de Angela Merkel que vão à frente das sondagens. A chanceler continua a defender a Europa e o Tratado de Lisboa: “Tenho confiança no povo irlandês. Os irlandeses vão escolher a Europa. Tal como foi decidido pelos 27 Estados membros em Dezembro último, o Tratado deve entrar em vigor no final do ano e, tenho a certeza que vai entrar.” Os estudantes da Universidade de Humboldt, em Berlim, esses, estão mais preocupados com o aumento das propinas do que com as questões europeias – e demonstraram-no bem, com bandeirolas e palavras de ordem. Com as sondagens a situá-los 10 pontos atrás da CDU de Angela Merkel – com quem formam governo – os socialistas do SPD levam a cabo uma campanha superagressiva. Mais do que lutar pela recondução de Martin Schulz no Parlamento Europeu, o SPD faz um ensaio geral para as legislativas de Setembro.