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Coreia do Sul em alerta depois das ameaças de Pyongyang

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Coreia do Sul em alerta depois das ameaças de Pyongyang

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A Coreia do Sul elevou o nível de alerta junto à fronteira com a Coreia do Norte, num momento em que Pyongyang multiplica as ameaças bélicas e os testes de mísseis balísticos.

Para as tropas norte-americanas e sul-coreanas estacionadas na fronteira, o discurso do regime comunista representa uma ameaça real, como durante os testes nucleares de 2006. Pyongyang tinha ontem renunciado ao armistício firmado entre as duas coreias, ameaçando atacar o país vizinho, em caso de sanções sobre a marinha mercante nacional. Os Estados Unidos tentam para já desdramatizar a situação. A secretária de Estado, Hillary Clinton recordou ontem que Washington é um aliado da Coreia do Sul e do Japão, esperando, no entanto que, “a Coreia do Norte, aceite regressar às negociações internacionais com vista ao desmantelamento do seu arsenal nuclear”. Para os analistas, os cinco testes nucleares realizados nos últimos dias são apenas uma manobra para ocultar a fragilidade da liderança de Kim Jong Il, gravemente doente. À luz das negociações internacionais, Pyongyang tinha já desmantelado parte de uma central nuclear e precisaria de vários anos para fabricar armamento não convencional. A demonstração de força poderá implicar novas sanções contra o regime quando o conselho de segurança da ONU se reunir na próxima semana. China e Rússia, tradicionais aliadas de Pyongyang parecem decididas a não bloquear uma nova resolução, face a uma coreia do Norte cada vez mais isolada no plano internacional.