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Novas exigências da General Motors bloqueiam decisão sobre retoma da Opel

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Novas exigências da General Motors bloqueiam decisão sobre retoma da Opel

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Decepção e muitas críticas esta madrugada no final de uma maratona negocial de 12 horas, em Berlim, sobre o futuro da Opel. O governo alemão critica a atitude da General Motors e da administração norte-americana, que no último instante reclamam mais 300 milhões de euros em ajudas.

No final do encontro, Peer Steinbrück, ministro alemão das Finanças, reconheceu que foi uma verdadeira surpresa o facto da General Motors pedir uma soma adicional, razão pela qual as discussões se prolongaram. À questão “quanto?”, o ministro respondeu tratar-se de 300 milhões de euros em ajudas a curto prazo, o que levou a prolongar a reunião. O encontro serviu, sobretudo, para reduzir o número de potenciais compradores da Opel a dois. Apenas os italianos da FIAT e os canadianos da Magna continuam na corrida à retoma da marca alemã. Mas nenhum convence os trabalhadores. Esta manhã, à entrada de uma fábrica alemã da Opel, um funcionário perguntava: “Magna ou Fiat, qual é o melhor? Temos de trabalhar com alguém e entre um ou outro, não sei.” Outro acrescentava: “Não me consigo decidir, não sei, quer seja quer seja o outro, há inconvenientes, no final, vão fazer despedimentos”. Berlim espera uma resposta conciliadora das autoridades americanas até esta sexta-feira, altura em que terá lugar uma nova reunião sobre a Opel. A marca alemã tem o futuro ameaçado a medida que a General Motors caminha para a falência.