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G8 reflecte em quadro legal contra a pirataria

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G8 reflecte em quadro legal contra a pirataria

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A criação de um quadro legal internacional para julgar os piratas que actuam ao largo da Somália começa a desenhar-se no horizonte.

Depois da Holanda ter proposto um tribunal internacional para julgar os casos de pirataria marítima, coube aos países do G8 evocarem a definição de um quadro jurídico internacional. Os ministros do Interior e da Justiça da Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Grã-Bretanha, Itália, Japão e Rússia reuniram-se em Roma e concordaram começar a trabalhar neste sentido. O ministro italiano do Interior, Roberto Maroni, explicou que é necessário um quadro legal para manter os piratas na prisão. Os elementos da força internacional que patrulha as águas do golfo de Aden têm de libertar os piratas que capturam ou entregá-los às autoridades locais. Outra das questões abordadas na reunião foi a imigração ilegal. O responsável italiano justificou novamente a recente política de Roma. Uma das medidas mais criticadas consiste em reenviar as embarcações com clandestinos directamente para a Líbia, o que segundo Maroni não é contrário aos tratados internacionais. Enquanto decorria o encontro, alguns milhares de manifestantes protestaram contra a reunião e contra a legislação anti-imigração do governo de Berlusconi.