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Ossétia do Sul elege parlamento reconhecido apenas por Moscovo

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Ossétia do Sul elege parlamento reconhecido apenas por Moscovo

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A república separatista da Ossétia do Sul elege hoje o Parlamento, nove meses após ter estado no centro do conflito entre a Rússia e a Geórgia.

Um sufrágio controlado de perto por Moscovo. A Rússia e Nicarágua, são os únicos países a reconherem a independência da região georgiana. Quatro partidos concorrem às legislativas, entre os quais a formação Unidade do líder da região Eduard Kokoity, os comunistas e duas listas encabeçadas por antigos assessores do actual presidente. A formação de Kokoity é dada como vencedora, o que permitirá ao presidente alterar a Constituição para se apresentar a um novo mandato. Mas as acusações de desvio de fundos que pairam sobre o político de 45 anos e as dúvidas quanto ao recenseamento eleitoral da população levaram a oposição a apelar a um boicote nas urnas. Um residente da capital afirma esperar por, “mudanças radicais nestas eleições. Espero que a reconstrução da cidade se inicie o mais rapidamente possível e que o Parlamento trabalhe de uma forma mais eficiente e produtiva”. As eleições de hoje realizam-se num momento em que prossegue a tensão entre as duas repúblicas separatistas, a Geórgia que rejeita a independência dos territórios e a Rússia cujos militares controlam a região. Mas mesmo Moscovo parece recuar no seu apoio financeiro. O Kremlin cancelou as ajudas atribuídas a Tshkinvalli por suspeitas de desvio de fundos destinados à reconstrução da capital.