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General Motors declara falência

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General Motors declara falência

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A General Motors avançou, esta segunda-feira, com um pedido de protecção contra credores, ao abrigo do Capítulo 11 da Lei de Falências dos EUA, o mesmo é dizer declarou falência.

A medida permite ao gigante norte-americano avançar com o processo de reestruturação e vender a maioria dos seus activos à nova General Motors que será criada durante o processo de falência estruturada. Barack Obama referiu em conferência de imprensa que “o seu grupo de trabalho, a GM e os seus accionistas, produziram um plano viável e concretizável que dá a esta companhia, um ícone americano, a possibilidade de renascer. O plano foi definido com base nas realidades do mercado actual. Um plano que permite à GM avançar rumo à rentabilidade mesmo se isto vai demorar mais do que o esperado para que a economia recupere totalmente.” Como já tinha acontecido com a Chrysler, em Abril, a declaração de falência permite à General Motors receber do Estado 30 mil milhões de dólares, mais 21 mil milhões de euros, para se restruturar. A este montante juntam-se os 20 mil milhões de dólares, mais de 14 mil milhões de euros, já transferidos do erário público para a GM a título de empréstimo. O dinheiro é proveniente do que ainda sobra dos 700 mil milhões de dólares disponibilizados no início da crise para ajudas ao sector financeiro. 60% do gigante norte-americano ficam nas mãos dos contribuintes. Proprietário de um Chevrolet, marca que pertence à GM, Garry Binge reconhece que “é o fim de uma era. O fim infeliz de uma era.” Mas acrescenta que gosta de pensar que “é um começo, vamos ter um começo mais forte na indústria automóvel. É positivo. Eu acho que é positivo.” De acordo com fontes da administração norte-americana, a GM deverá reaparecer como uma empresa mais pequena, com menos força de trabalho e menos unidades industriais, mas mantendo as suas principais marcas: a Chevrolet, a Cadillac, a Buick e a GMC.