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GM quer acelerar processo de reestruturação

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GM quer acelerar processo de reestruturação

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A General Motors apelou à Justiça norte-americana para validar o plano de reestruturação do construtor automóvel no prazo de 30 dias.

Depois de formalizar o pedido de falência, a GM defende que a rápida cessão de activos para a nova empresa controlada pelo Estado é essencial para salvaguardar o seu valor. A liquidação do grupo está prevista a 30 de Junho e a “nova GM” deve arrancar no espaço de dois a três meses. O presidente da General Motors sublinhou que é “um momento definidor” na história do grupo. “A nova GM será construída com as partes mais fortes do negócio, incluindo as melhores marcas e produtos”. A reconversão da GM faz-se ao abrigo do Capítulo 11 da Lei de Falências dos Estados Unidos. A empresa prevê, no processo, o encerramento de 14 fábricas e uma redução de mais de 20 mil dos seus 92 mil efectivos. A nova GM vai manter as principais marcas – a Chevrolet, a Cadillac, a Buick e a GMC -, mas muitos concessionários poderão ver-se em breve de portas fechadas. Um analista da indústria automóvel acredita que “o pior já passou, mas ainda falta sentir o impacto de todos os despedimentos, dos encerramentos de fábricas e concessionários e dos cortes nos fornecedores e outros negócios dependentes”. A maior falência da indústria norte-americana foi cuidadosamente acompanhada pela administração de Barack Obama. Washington disponibiliza um total de 50 mil milhões de dólares em troca de uma participação de 60 por cento na GM restruturada, o que na prática significa uma nacionalização.