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Médico francês escapa à catástrofe

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Médico francês escapa à catástrofe

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A bordo do Airbus A330 seguiam 228 pessoas de mais de 30 nacionalidades. A maioria brasileiros e franceses.

Os familiares dos passageiros continuam à espera de notícias, numa altura em que se especula sobre o que terá motivado o desparecimento do avião. “É doloroso pelas pessoas que perderam os seus familiares e amigos” afirma uma mulher. O director de comunicação de Air France admite que o aparelho tenha sido atingido por um raio, mas a história da aviação mostra que as descargas idênticas por si só são incapazes de derrubar um avião. Alguns peritos colocam a hipótese de um incêndio a bordo ter originado a queda do Airbus A330 no Atlântico. “Receio que nunca venham a encontrar nada porque o oceano é enorme. É uma catástrofe” refere um passageiro inglês. Dezenas de passageiros chegaram, hoje, ao aeroporto Charlles de Gaule. Uma viagem, que se iniciou no Rio de Janeiro no dia seguinte à tragédia do Airbus A330. O mistério faz manchete na imprensa francesa e na cabeça de quem por sorte acabou não embarcou no voo de domingo: “Estamos a ser confrontados com dois sentimentos: por um lado, o alívio de ter escapado a uma catástrofe, de estarmos vivos o que para nós é precioso. Mas ao mesmo tempo, vimos as famílias destroçadas e desesperadas chegarem ao aeroporto do Rio, os jornalistas enfim o nosso pensamento está com todos aqueles que desapareceram.” afirma um médico francês. Nos aeroportos de Paris e do Rio de Janeiro, os familiares continuam a ser encaminhados para uma sala privada onde é prestado apoio psicológico. Muitos anunciaram, entretanto, que pretendem sobrevoar a zona onde o Airbus A330 estabeleceu contacto com as torres de controlo pela última vez.