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China censura 20 anos do massacre de Tiananmen

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China censura 20 anos do massacre de Tiananmen

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20 anos depois, o massacre de Tiananmen ainda é um tabu na China. Esta quinta-feira começou como qualquer outra, com o hastear da bandeira na praça onde, há duas décadas, morreu um número indeterminado de pessoas, vítimas de repressão militar. Centenas ou milhares, uma dúvida nunca desfeita por Pequim. As autoridades chinesas fazem tudo para evitar a evocação do massacre.

Desde ontem que o acesso à praça de Tiananmen está vedado. Os jornalistas que se encontram em Pequim estão a ser filmados e identificados pela polícia. A internet e os canais estrangeiros estão a ser censurados. Do outro lado do Estreito de Taiwan, uma vigília lembrou as vítimas do massacre ocorrido há 20 anos. Washington apelou à China para, como explica o porta-voz do Departamento de Estado norte-americano, “pôr fim ao assédio aos participantes das manifestações e começar o diálogo com as famílias das vítimas, incluindo as mães de Tiananmen”. Ontem, a secretária de Estado norte-americana exigiu a Pequim a publicação de uma lista com os nomes dos mortos, desaparecidos e presos no massacre. Clinton pediu também a libertação dos detidos. A intervenção militar chinesa na noite de 3 para 4 de Junho de 1989 pôs um fim violento a seis semanas de protestos estudantis.