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Eleições europeias, campanhas nacionais

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Eleições europeias, campanhas nacionais

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O eurodeputado liberal dinamarquês Johannes Lebech é uma excepção: foi o único candidato às eleições europeias a fazer campanha nos VINTE e SETE Estados membros. “Esta campanha europeia que estou a fazer é, antes demais, para sublinhar que se trata de uma eleição europeia, e não de 27 eleições nacionais. É por isso que tenho viajado por toda a Europa”, explica.

Mas foi, realmente, o único. Alguns dirigentes ainda deram uns passos na mesa direcção. Sócrates foi a Espanha e Zapatero veio a Portugal, no lançamento das respectivas campanhas. Na mesma óptica, ocorreu o encontro entre o presidente francês, Nicolas Sarkozy, e a chanceler alemã, Angela Merkel. Mas, no geral, a campanha foi feita a nível nacional. Mesmo se Partido Socialista Europeu lançou, em França, um manifesto comum aos Vinte e Sete e se os populares europeus se reuniram em Varsóvia, a verdade é que a maioria dos dirigentes está mais preocupada com o que se passa nos respectivos países do que com as eleições europeias. As campanhas nacionais foram, pois, mornas. O que não admira Oskar Niedemayer, da Universiade Livre de Berlim: “Não se pode dizer que as pessoas considerem que se trata de blá blá blá blá sem importância… o que se passa é que as pessoas vêm os assuntos europeus como algo sem importância para o seu dia-a-dia. Esse é o problema.” O Parlamento Europeu tentou fazer uma campanha institucional. Um misto de informação e de sensibilização. E, sobretudo, um apelo ao voto, quando o fantasma da abstenção continua a pairar no ar.