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Holanda vota mas publicação dos resultados das europeias é alvo de polémica

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Holanda vota mas publicação dos resultados das europeias é alvo de polémica

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A Holanda foi dos primeiros países a abrir as assembleias de voto para as eleições europeias. Treze milhões de eleitores escolhem os 25 deputados que o país envia para o parlamento europeu. Mas o escrutínio não motiva os eleitores e as autoridades esperam uma taxa de participação a rondar só os 40 por cento.

Tal como em outros países, o debate centrou-se em questões internas e a eleição acaba por ser um teste ao governo. O partido do primeiro-ministro Jan Peter Balkenende, os cristãos democratas do CDA, deverão obter 14% dos votos, segundo as últimas sondagens publicadas. Os trabalhistas, parceiros de coligação de Balkenende chefiados por Wouter Bos, recebiam 12% das intenções de voto, exactamente o mesmo que o Partido da Liberdade, de extrema-direita, liderado por Gert Wilders. Tal como noutros estados membros, os ultranacionalistas holandeses poderão beneficiar do descontentamento dos eleitores com a crise económica, mas também com a elevada taxa de abstenção prevista. As assembleias de voto fecham às 21 horas locais e a publicação dos resultados está a opor a Holanda à Comissão Europeia. Os holandeses querem publicar já hoje os resultados do escrutínio, mas Bruxelas diz que é proibido. A lei obriga os estados membros a anunciar os resultados só domingo à noite e Bruxelas ameaça sancionar a Holanda se o fizer antes.