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Alegações de pedofilia vêm aquecer a campanha em França

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Alegações de pedofilia vêm aquecer a campanha em França

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A dois dias das eleições europeias, em França, a campanha eleitoral deu, finalmente, que falar – mas pelas piores razões.

O Modem, de François Bayrou, e a Europa Ecologia, de Daniel Cohn-Bendit, estão taco a taco na luta pelo terceiro lugar. E os ataques pessoais podem fazer a diferença. Num debate, na televisão pública, o líder dos verdes foi acusado de camaradagem com o presidente Sarkozy, que supostamente combate. Daniel Cohn-Bendit defende-se e acusa François Bayrou de só pensar na cadeira presidencial. “Este tipo de jogo, perante os cidadãos… meu caro, deixa-me que te diga: nunca serás presidente da República. Porque és demasiado mesquinho”, acusou. A discussão continuou, com outros mimos semelhantes, e Bayrou contra-atacou: “Não tenho a certeza que você possa usar a palavra ignomínia. Eu considero ignóbil ter provocado e justiificado certos actos com as crianças, que não posso aceitar.” O lider do Movimento Democrático, centrista, trouxe assim, de novo, a lume um livro escrito por dirigente ecologista, nos anos 70, sobre os seus tempos de educador num jardim infantil da Alemanha, em plena revolução sexual do pós-Maio de 68. À parte esta polémica, a campanha francesa continua morna e sem grandes suspenses. Os socialistas, de Martine Aubry, actualmente na oposição, deverão continuar em segundo lugar. A única dúvida é a abstenção, dada como recorde, em França, e que poderá atingir os 62 por cento. Os franceses vão eleger 72 eurodeputados. A maioria dos quais deverá sair das listas da UMP, de Nicolas Sarkozy e do primeiro-ministro, François Fillon, e que é dada como vencedora.