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Obama ensaia reconciliação com mundo muçulmano

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Obama ensaia reconciliação com mundo muçulmano

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Barack Hussein Obama, como se o nome não bastasse, o presidente norte-americano deslocou-se ontem ao Cairo para pôr fim à era do choque das civilizações protagonizada por George Bush.

Para virar a página dos anos de enfrentamento entre os Estados Unidos e o mundo muçulmano, Obama reafirmou a determinação em pôr termo ao conflito no Médio Oriente. “A única solução para as aspirações dos dois lados só pode passar por dois estados onde Israelitas e palestinianos vivam em paz e em segurança”, afirmou. Um discurso bem acolhido do lado palestiniano, que voltou a saudar a determinação do presidente, mesmo que esta não consiga pressionar Israel a fazer um primeiro gesto, suspendendo a expansão das colónias na Cisjordânia. Para o negociador da autoridade palestiniana, Saeb Erekat, “o discurso de Obama abre caminho a uma solução a dois estados. Agora espero que nos próximos meses o presidente possa apresentar um plano de paz com um calendário preciso, observadores e mecanismos para traduzir essa visão de dois estados num projecto realista”. Em Israel, as palavras de Obama voltam a colocar o governo face ao dilema de ter de optar entre as alianças internacionais e os apoios internos. Para o porta-voz do executivo, “Israel partilha a esperança expressa pelo presidente Obama de que os seus esforços irão conduzir a um novo período de paz e reconciliação no Médio Oriente, um período no qual Israel será reconhecido como um estado judeu e em que possamos viver sem medo da violência e do terrorismo”. As autoridades voltam assim a apostar na ambiguidade depois de terem afirmado que só irão suspender a expansão das colónias que consideram ilegais.