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Brown remodela governo face a derrota anunciada nas urnas

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Brown remodela governo face a derrota anunciada nas urnas

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Gordon Brown parece ter apreendido a lição de Tony Blair para resistir às revoltas internas dos trabalhistas.

Após a demissão de seis ministros, o chefe do executivo britânico afirmou ontem que não se demite, tendo precipitado uma remodelação governamental de urgência para conter a frente rebelde. “Se eu não considerasse ser a pessoa certa, à frente da equipa certa, não continuaria neste cargo. Nomeei pessoas para o meu executivo que estão determinadas como ninguém a servir antes de mais a nação”, afirmou Brown. Para a segunda remodelação governamental em oito meses, o primeiro-ministro mantém no cargo o responsável das finanças, decidindo premiar o líder da revolta Alan Johnson com a pasta chave do ministério do Interior. Uma medida que para o líder da oposição conservadora não consegue conter o descontentamento popular face à recessão económica e ao escândalo das despesas dos deputados. Para David Cameron, “todos os caminhos levam às eleições antecipadas. Não podemos continuar com um governo fraco e dividido, é necessário ouvir os cidadãos sobre o que pensam dos escândalos e erros dos deputados”. Mas a primeira sanção contra Brown poderá vir do resultado das eleições de quinta-feira. Os resultados provisórios do sufrágio para os conselhos locais apontam para uma derrota histórica face aos conservadores. Os resultados das europeias só deverão ser conhecidos no Domingo, mas Brown rejeitou já demitir-se antes de Junho do próximo ano, data limite para convocar as próximas eleições legislativas.