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Pró-sírios podem obter a maioria no Parlamento libanês

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Pró-sírios podem obter a maioria no Parlamento libanês

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Dia de reflexão no Líbano, depois de uma campanha para as legislativas invulgarmente calma.

O país vai amanhã a votos numas eleições onde, segundo as sondagens, os partidos pró-sírios poderão obter a maioria no parlamento. Quatro anos após o fim da ocupação síria, a coligação entre os xiitas do Hezbollah e do Amal e os cristãos maronitas de Michel Aoun é dada como favorita face aos partidos anti-sírios, aliados dos Estados Unidos, até hoje maioritários. Para o número dois do Hezbollah, desde há várias semanas que é clara a progressão no apoio ao seu partido: “Vários embaixadores estrangeiros, em especial europeus, garantiram que vão reconhecer o vencedor do escrutínio independentemente do resultado e que não serão hostis contra o Hezbollah”, afirma. Desde o conflito com Israel que o movimento tem vindo a ganhar um apoio crescente entre a população libanesa, mesmo que continue na lista norte-americana de grupos terroristas. Mas segundo os analistas, a maioria do Hezbollah não será suficiente para poder formar governo, devendo ter de reeditar o executivo de união nacional com os anti-sírios liderados por Saad Hariri. Temendo uma nova vaga de violência o exército mobilizou mais de 50 mil homens para vigiar as assembleias de voto no domingo. Mas a aproximação entre a Síria e a Arábia Saudita que apoiam os dois blocos opostos e o discurso conciliador de Barack Obama parecem garantir a continuação da paz que se faz sentir no território desde o início da campanha eleitoral.