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Benelux: Extrema-direita é a segunda força política na Holanda

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Benelux: Extrema-direita é a segunda força política na Holanda

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Na Holanda é o reforço da extrema-direita a principal leitura do acto eleitoral europeu.
 
O Partido para a  Liberdade, PVV, do deputado Geert Wilders, que participa pela primeira vez nas eleições europeias,  obteve 17% dos votos e transformou-se na segunda força política do país. Este resultado permite-lhe ocupar quatro lugares no Parlamento Europeu.
 
As eleições foram ganhas pelos democratas cristãos do CDA, o partido do primeiro-ministro Jan Peter Balkenende, apesar de uma perda de 4,5% dos votos relativamente à eleições de há cinco anos. O CDA não conseguiu mais do que 19%, o que lhe permitirá ocupar apenas cinco dos 25 lugares reservados à Holanda no Parlamento.
 
Tal como na maior parte dos países, a abstenção subiu na Holanda. Em 2004 tinham votado 39,2% dos eleitores; desta vez foram apenas 36,5%.
 
Os holandeses votaram na quinta-feira.   
 
 
Socialistas ganham na Bélgica 
 
Os democratas-cristãos flamengos do CDV, ganharam as eleições europeias na Bélgica, deixando atrás os liberais flamengos e os socialistas valões.
 
De acordo com os resultados publicados pelo ministério belga do Interior, com 23,64% dos votos na Flandres, o CDV conserva três dos quatro lugares que tinha conquistado no Parlamento Europeu em 2004. O PS, com 29,2% – menos 6,9% que em 2004 – passa também de quatro para três deputados europeus; enqaunto os liberais flamengos do VLD, com 20,20%, mantém os três lugares que tinham no mandato anterior.
 
Os socialistas flamengos guardam praticamente a mesma votação de há cinco anos – 13,26% – e mantém os dois deputados, enquanto os independentes do Vlaams Belang recuam para os 16% e perdem um dos três mandatos que tinham até agora, conquistados pelo antigo Vlaams Blok.
 
A NVA, os ecologistas flamengos e os populistas da Liste Dedecker mandam um deputado cada para Estrasburgo.
 
Entre os valões, os liberais do Movimento Reformador ficam pelos 25,9% e perdem um dos três deputados que elegeram em 2004 e o partido Ecolo sobre de um para dois mandatos graças a uma subida de 13% relativamente às últimas eleições europeias.
 
O Centro Democrata Humanista, da Valónia, conquista dois lugares de deputados, um dos quais cedido pelo Partido Social Cristão da pequena comunidade de língua alemã.
 
Com a redução do número de lugares no Parlamento Europeu, a Bélgica tem agora apenas direito a 22 representantes.