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Eleitores aproveitam europeias para punir governos do Mediterrâneo

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Eleitores aproveitam europeias para punir governos do Mediterrâneo

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Os socialistas gregos do PASOK ganham, por larga vantagem, as eleições europeias, com 36,65%.
 
Os gregos, fartos de escândalos e da crise económica, puniram os conservadores da Nova Democracia do primeiro-ministro Costas Caramanlis, que ficou pelos 32,29%, mais de 10% abaixo dos resultados alcançados em 2004.
 
Resultados que devem ajudar os socialistas a pressionar a convocação de legislativas antecipadas e complicam a tarefa do governo para implementar cortes nas despesas, aumentar os impostos e as reformas necessárias para lutar contra o desemprego e a crise económica.
 
Numas eleições marcadas por uma abstenção recorde de cerca de 45%, o partido comunista estaliniano obteve 8,35%; a extrema-direita do Laos progride de 5,3 para 7,15% e a esquerda radical do Syriza estabilizou nos 4,3%.
 
Os verdes, quase inexistentes há cinco anos, estão creditados com 3.49%.
 
A Grécia vai enviar para o Parlamento Europeu o mesmo número de deputados que Portugal: 22
 
Punição do governo também em Malta. O partido Trabalhista, na oposição, conseguiu 54,77% dos votos, contra os 40,49% obtidos pelos nacionalistas no poder.
 
Desmoronamento eleitoral dos verdes de Malta. A Alternattiva Demokratika passou dos 9,33% para os 2,34%.
 
O primeiro-ministro Lawrence Gonzi reagiu aos resultados, garantindo ter ouvido o protesto do eleitorado.
 
A oposição ganhou também em Chipre. O partido de direita Disy conseguiu 35,65% dos votos, mas perdeu um eurodeputado. O partido do presidente Demetris Christofias, Akel, obteve 34,09% dos votos e manteve os seus dois eurodeputados. Os dois lugares restantes são repartidos pelos centristas Diko (12,28%) e os socialistas do Edek (9,85%).
 
A taxa de participação foi de 59,4%, superior à média europeia e, isto, apesar de a eleição ter tido lugar em fim-de-semana prolongado. Os cipriotas mostram que se interessam pela Europa, depois da campanha ter sido dominada pela questão da adesão da Turquia.