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Escandinávia envia piratas, padres e eurocépticos a Estrasburgo

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Escandinávia envia piratas, padres e eurocépticos a Estrasburgo

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Na Suécia, que dentro de semanas assume a presidência da União Europeia, venceram os sociais-democratas, mas a surpresa da noite foi o resultado do Partido dos Piratas.
 
Os sociais-democratas conseguiram eleger cinco dos 18 eurodeputados do país, mas perderam um assento em relação a 2004. O Partido Social-Democrata não foi além de 24,6%.
 
Os Moderados, do primeiro-ministro Fredrik Reinfelt, obtêm 18,8%.
 
A surpresa veio do Partido dos Piratas. A formação faz a sua entrada no hemiciclo em Estrasburgo, poucos meses após a sua formação. Ao defender  partilha dos ficheiros na internet, o Partido dos Piratas obteve 7,1%. Um resultado que o cabeça de lista, Christian Engstrom, considera “fantástico”.
 
A Dinamarca seguiu a tendência europeia: vitória dos sociais-democratas e voto de protesto a favor dos eurocépticos.
 
O Partido Social-Democrata conseguiu 20,9%, mas perdeu mais de onze por cento do eleitorado e cinco assentos em Estrasburgo.
 
O Partido Liberal, do primeiro-ministro Lars Lokke Rasmussem, acaba com 19,6% dos votos, aumentando um ponto percentual em relação às últimas eleições europeias.
 
A terceira força política do país é o Partido socialista com 15,7%, que quase duplicou o número de votos. Subida espectacular também para os ultranacionalistas e eurocépticos.
 
O Partido do Povo Dinamarquês passou de 6.8% para 14,8%. Enquanto o Movimento Popular contra a Europa chega agora aos 7,2%.
 
Ao contrário do que se passou na Europa, na Dinamarca, a taxa de participação foi a mais elevada de sempre. Superou os 59%, tendo em conta que ao mesmo tempo teve lugar um referendo sobre a lei de sucessão ao trono.
 
Na Finlândia, subida fulgurante dos nacionalistas eurocépticos. O partido Verdadeiros Finlandeses beneficiou com o voto de protesto contra os três grandes partidos.
 
Mesmo assim, a vitória foi obtida pelos conservadores do Kokoomus, com 23,2% e 3 eurodeputados. A formação roubou o lugar de primeira força política ao partido do primeiro-ministro de Matti Vanhanen, que ficou com 19%, menos 4.3% em relação a 2004.
 
Mas os grandes vencedores são os ultranacionalistas do partido Verdadeiros Finlandeses. Graças, ao carismático líder, Timo Soini, a formação obteve 14%, contra os 0,5% de 2004. Envia dois eurodeputados, tantos como os Verdes que obtiveram 12,4%.
 
No total, a Finlândia envia 13 eurodeputados. Entre eles, um padre ortodoxo. Aos 50 anos, o padre Mitro Repo, foi suspenso por participar no escrutínio. Acaba por estar surpreendido com a popularidade.