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Regionais delegam para segundo plano as europeias

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Regionais delegam para segundo plano as europeias

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Eleições regionais na Bélgica que podem determinar o futuro político do país mergulhado numa crise institucional sem precedentes desde as legislativas de 2007. Aqui o escrutínio para as europeias passa praticamente para segundo plano.

As regionais deverão relançar o debate e negociações sobre uma nova descentralisação do Estado reclamada pelos flamengos. Os belgas renovam as assembleias de três regiões: Flandres, Valónia e Bruxelas que correspondem a três comunidades linguísticas diferentes: francês, alemão e holandês. Os resultados serão acompanhados de muito perto na Valonia onde os Socialistas dominam desde há vários anos mas onde, nesta altura, correm o sério risco de ceder o lugar aos Liberais do Movimento Reformador. Este resultado, a confirmar-se, terá consequências directas a nível federal e obrigará o actual primeiro- ministro a rever os membros da sua frágil coligação ou mesmo a convocar eleições antecipadas para o Outono. Mais discretos desde o início da crise económica os partidários por uma autonomia da Flandres poderão com estas eleições sentirem-se mais encorajados a levantar o tom.