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Vaga ultranacionalista na Europa central

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Vaga ultranacionalista na Europa central

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Na Áustria, a vitória sorriu aos conservadores do ÖVP, com cerca de 30% dos votos, seguidos dos sociais-democratas do SPÖ, com 23,85%, que sofreram uma derrota histórica.
 
O SPO perdeu do quase 10% em relação ao último escrutínio europeu.
 
A surpresa veio do Liste Martin, do eurocéptico Hans-Peter Martin, apoiado pelo maior quotidiano do país, o Krone Zeitung, que atinge cerca de 18% dos votos.
 
Em ascensão está também o Partido da Liberdade, de extrema-direita, que passou dos 7% das últimas europeias, para cerca de 13% nesta eleição.
No total, os eurocépticos representam, na Áustria, 35% dos sufrágios.
 
Os eleitores decidiram punir os cristãos-democratas. O OVP sofreu uma queda de quase nove pontos, o que representa a maior derrota desde 1945.
 
Em queda estão também os Verdes, que perderam mais de três pontos percentuais e se situam nos 9,5%. Para os ecologistas é a sexta derrota consecutiva, mas conseguem-se manter em Estrasburgo com um dos 17 deputados do país.
 
O BZO, Aliança para o Futuro, criado pelo ex-dirigente do Partido da Liberdade, Jorg Heider e que participa pela primeira vez em eleições europeias, alcança 4,7%.
 
 
Direita arrasa na Hungria
 
Na Hungria, é o principal partido da oposição, o Fidesz, de direita, do ex-primeiro-ministro Viktor Orban, que ganha estas eleições, com 56,37% e uma enorme vantagem sobre os socialistas do MSZP que não vão além dos 17,38%.
 
Mas os grandes vencedores acabam por ser os ultranacionalistas. O Jobbik obteve 14,77% dos votos, que acaba por impor uma derrota pessoal ao partido no poder. Um dos principais objectivos do Fidesz era dominar os ultranacionalistas.
 
 
Eslovenos penalizam governo
 
A oposição de centro-direita ganhou as eleições europeias na Eslovénia, relegando para a segunda posição os sociais-democratas do primeiro-ministro Borut Pahor.
 
O Partido Democrata, SDS, alcançou 26,92% dos votos e obtém dois dos sete lugares a que o país tem direito no Parlamento Europeu.
 
O Partido Social-Democrata, SD, que lidera a coligação governamental, fica-se pelos 18,45%.
 
O centro-direita da Nova Eslovénia, está creditado com 14,7% e o Partido Liberal Democrata e o liberal Zares, ambos membros do governo, deverão obter 11,52 e 9,82%, respectivamente.
 
 
Liberais do governo ganham na Polónia
 
O partido liberal, Plataforma Cívica, PO, que governa a Polónia, conseguiu o apoio de 45,3% dos eleitores polacos e 25 dos 50 lugares no hemiciclo europeu.
 
O segundo lugar do escrutínio foi para os irmãos Kaczynski, o partido conservador, Direito e Justiça (Pis), com 27,41% dos votos. Segue-se a Aliança da Esquerda Democrática e a União do Trabalho conseguem juntas com pouco mais de 12% e o Partido dos Camponeses, que governa com o PO, alcança 7,03%.
 
Neste escrutínio, o Pis prepara-se para aliar aos conservadores britânicos e à direita liberal checa para formar um novo grupo em Estrasburgo com tendência antifederalista.
 
Abstenção de mais de 80% na Eslováquia
 
A taxa de participação na Eslováquia não foi além dos 19,04% e a maioria dos votantes escolheu o SMER, partido de esquerda do líder do governo, Robert Fico.
 
A Eslováquia foi um dos escassos Estados membros onde os eleitores não puniram o governo, mas para a história fica uma campanha que marcou um reavivar das tensões históricas com a vizinha Hungria.
 
Marco importante deste escrutínio, na Eslováquia, é a representação em Estrasburgo dos ultranacionalistas do SNS, conhecidos pelo discurso xenófobo contra os húngaros e os ciganos. Um eurodeputado que vai juntar-se ao grupo União para a Europa das Nações.
 
Face ao domínio do SMER, a oposição liberal nãda podia fazer. O SDKU ficou com quase 17%, vendo a sua representação reduzida de três para dois deputados, longe dos 32% do SMER.
 
Em queda livre, o terceiro partido da coligação governamental, o LS-HZDS, nacionalista, vê-se reduzido a um só dos três deputados que tinha em Estrasburgo.
 
O escrutínio europeu levou poucos eslovacos às urnas. A taxa de participação é mesmo a mais baixa em termos europeus, rondando os 19%.