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A abstenção voltou a bater recordes nas eleições europeias

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A abstenção voltou a bater recordes nas eleições europeias

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56,45% dos eleitores europeus não se deslocaram às urnas. Ou seja, praticamente 200 milhões dos 375 milhões de eleitores decidiram não exercer o seu direito de voto.

Nas europeias de 2004, os abstencionistas tinham já batido um recorde, em relação ao escrutínio precedente. Há cinco anos a taxa de abstenção foi de 54,6%, cerca de dois 2% a menos do que este domingo. Margot Wallström, a comissária para as Relações Institucionais e Estratégia de Comunicação e vice-presidente da Comissão Barroso tenta explicar estes números. “Acho que há ainda muitas análises para fazer, na sequência do resultado que é muito decepcionante. Acho que o que vimos até agora foi que o debate ainda é essencialmente doméstico e em muitos Estados-membros os media falam essencialmente de questões internas. Por isso, é claro que se todos os fracassos são de Bruxelas e os sucessos são nacionais, se em quatro anos e 10 meses de mandato não se fala muito das questões europeias é difícil mobilizar os eleitores apenas nos dois últimos meses.”