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A Europa na hora das alianças pró e contra Barroso

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A Europa na hora das alianças pró e contra Barroso

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No rescaldo das eleições chega a hora das alianças. Esta manhã, na primeira conferência de imprensa para analisar os resultados, o Partido Popular Europeu (PPE) estendeu a mão aos liberais e aos socialistas.
 
A possibilidade de formar uma aliança entre as três grandes famílias políticas é, segundo os dirigentes de centro-direita, a única forma de fazer face à progressão realizada neste escrutínio pelos ultranacionalistas e eurocépticos. Mas em causa está também a nomeação do futuro presidente da Comissão Europeia.
 
O PPE reiterou a sua intenção de propor José Manuel Durão Barroso para continuar à frente da Comissão Europeia. O maior grupo do hemiciclo espera que a escolha seja validada pelos líderes europeus no dia 18 e 19 de Junho, antes da votação em Novembro. Mas o futuro de Durão Barroso está também dependente da entrada em vigor do Tratado de Lisboa, previsto para Novembro.
 
Sem Tratado de Lisboa, o PPE, que ganhou o escrutínio com larga vantagem, poderá impor a sua escolha. Mas se o tratado entra em vigor, não têm o número de votos necessários e precisa de formar alianças.
 
As negociações já começaram esta tarde com um encontro entre Joseph Daul, líder do PPE, e Graham Watson, chefe dos liberais. Watson não fecha a porta a um acordo, tudo depende das concessões que os conservadores estão prontos a fazer, por exemplo, na corrida à liderança do hemiciclo.
 
A concluir-se, a aliança entre conservadores e liberais permitiria controlar 348 lugares do parlamento europeu, quando a maioria absoluta é de 369. Seria necessária então uma terceira força política.
 
Os socialistas são o segundo grupo do hemiciclo, mas estão divididos no apoio ao actual presidente da Comissão Europeia. Os trabalhistas britânicos e os socialistas espanhóis e portugueses apoiam Barroso, mas os restantes membros do grupo consideram o actual presidente do executivo europeu um ardente defensor do liberalismo, responsável pela desordem na economia.
 
Os socialistas são também aliciados pelo campo ecologista, liderado por Daniel Cohn-Bendit. Graças ao bom resultado da lista Europa-Ecologia, obtido em França, Cohn-Bendit partiu à ofensiva contra Barroso e anunciou que os Verdes já estão a negociar com os socialistas, embora não chegue para ultrapassar o PPE.