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Extrema-direita aumenta presença em Estrasburgo

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Extrema-direita aumenta presença em Estrasburgo

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A extrema-direita soma votos nas eleições europeias, depois de ter chegado em segundo e terceiro lugar no escrutínio em vários países da União.

Na Holanda, o partido da liberdade de Geert Wilders obteve 17% dos votos ocupando o segundo lugar no sufrágio, atrás dos Democratas Cristãos. Quatro membros da formação vão sentar-se pela primeira vez no Parlamento Europeu na bancada da extrema-direita, à semelhança do britânico BNP que conseguiu eleger dois eurodeputados. O partido do antigo militante neo-nazi Nick Griffin beneficia assim da derrocada dos trabalhistas, a quem subtraiu um lugar no Yorkshire. Na Áustria, o FPO de Hans Christian Strache aumenta de um para dois o número de eurodeputados. Em conjunto con o BZO do defunto Jorg Haider, que se mantém fora de Estrasburgo, a extrema-direita austríaca recolheu 17,7% dos votos. Na Finlândia é o partido dos verdadeiros finlandeses de Timo Soini que marca a sua estreia no Parlamento Europeu, ao obter um dos treze lugares reservados ao país. O partido nacionalista e eurocéptico regista uma subida em flecha com 9,8% de votos, distante dos 0,5% de 2004. Estreia também para o partido Jobbik, “Por uma melhor Hungria”, que chegou em terceiro lugar no escrutínio húngaro. Com 15% de votos consegue arrebatar três dos 22 eurodeputados em jogo no sufrágio. E finalmente na Roménia, o debate aceso sobre a crise económica no país abriu caminho ao regresso do Partido da Grande Roménia a Estrasburgo. O líder da formação Corneliu Vadim Tudor, acusado de xenofobia e o presidente do clube da capital, acusado de corrupção, festejaram ontem os 7% de votos obtidos no escrutínio.