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Brown sobrevive a revolta trabalhista

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Brown sobrevive a revolta trabalhista

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Gordon Brown sobrevive por enquanto à rebelião trabalhista após a derrota nas europeias.

O primeiro-ministro britânico reuniu esta terça-feira um Governo remodelado depois de uma semana atribulada em que seis ministros se demitiram entre apelos à sua demissão. Durante uma reunião com membros do partido, Brown admitiu erros mas recusou sair e para já volta reunir algum consenso em seu redor. Finda a tempestade, não é previsível que o lugar do primeiro-ministro seja posto em causa, pelo menos até ao próximo congresso anual do partido em Setembro. “Não existe desafio à liderança, não há outro candidato. O público e os apoiantes do partido trabalhista esperam que nós voltemos ao trabalho de reformar o parlamento, de superar a crise económica”, declarou hoje Ben Bradshaw, o ministro da Cultura britânico. Os trabalhistas britânicos sofreram esta semana nas urnas a maior derrota desde 1910 depois de terem sido a terceira força mais votada nas europeias. As sondagens estão cada vez mais contra os trabalhistas, que têm uma diferença de 20 pontos em relação aos conservadores na corrida às legislativas. Segundo os analistas, a única hipótese que Brown tem de inverter a tendência, e impedir o fecho de um ciclo de 12 anos de poder trabalhista, será encontarar uma solução convincente para a crise económica que afecta o Reino Unido.