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Brown sobrevive ao recolher apoio no Labour

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Brown sobrevive ao recolher apoio no Labour

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Após uma noite eleitoral desastrosa, Gordon Brown conseguiu reunir bons apoios num partido trabalhista dividido quanto à permanência do actual primeiro-ministro britânico no comando do Labour.

Numa importante reunião do grupo parlamentar, o chefe de governo ouviu aplausos e palavras de apoio. Brown fez mea-culpa pela crise mas reiterou a determinação em permanecer no cargo, mesmo com uma sétima demissão na equipa ministerial esta manhã. Jane Kennedy, ministra do Ambiente, disse que quando se chega ao ponto de fazer uma entrevista como esta e não se consegue colocar a mão no coração e dizer com honestidade que Brown é a pessoa certa para liderar o Labour, então não se pode continuar”, referiu. A guerra interna no Labour faz as delícias da oposição. O líder dos conservadores, David Cameron, vencedor das eleições, não foge à regra e tenta abater dois coelhos com uma só cajadada. “Agora temos o reflexo da fraqueza do primeiro-ministro e a ineficácia daqueles que estão a tentar desembarar-se dele. Temos uma situação extraordinária em que Brown não consegue remodelar o governo e os opositores que não conseguem dar o golpe. Estão de certa forma numa espécie de dança política lenta muito má para o nosso país”, afirmou Cameron. Também à frente de um Labour com o pior resultado eleitoral em 90 anos, estiveram os euroscépticos do UKIP, que conseguiram o segudo lugar na corrida. Nigel Farage, o lider está convencido que foi a sua formação quem deu o principal e que agora é muito mais para os destractores do labour recolherem assinaturas para se verem livres do seu secretário-geral. Apesar destas palavras da oposição e com o apoio de grande parte dos parlamentares do Labour, Brown terá conseguido legitimidade para tentar levar o barco trabalhista para lá da violenta tempestade.