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Coligação anti-Barroso

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Coligação anti-Barroso

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Poul Rasmussen, presidente do Partido Socialista Europeu, parece interessado numa alternativa à recandidatura de Durão Barroso, à presidência da Comissão Europeia.

Os resultadios das eleições de domingo reforçaram o favoritismo de Barroso, mas socialistas, liberais. verdes, comunistas e alguns conservadores eurocépticos preferem outro nome. Uma alternativa que pode ser protagomizada pelo antigo primeiro-ministro belga, o liberal Guy Verhofstadt que se propõe liderar a Europa, contra a crise: “Até agora, o que tem faltado é uma estratégia digna de crédito para combater a crise econômica e financeira, e essa é a grande questão para o próximo Parlamento Europeu. A futura Comissão Europeia deve avançar com uma única estratégia digna de crédito, para enfrentar a crise económica e financeira. Para nós, liberais, essa é a coisa mais importante e que nos leva a fazer uma aliança no próximo no Parlamento Europeu”, disse Verhofstadt. Uma aliança que pode pôr em causa a maioria conseguida pela direita e criar até algumas cisões, no Partido Popular Europeu. Se para muitos a coligação anti-Barroso é impensável, para outros é necessária, como é o caso de danien Cohe-Bendit “Há uma maioria de franceses que se expressou contra o senhor Barroso e eu peço à França, ao Conselho Europeu que vote contra o senhor Barroso”. Os resultados de domingo podem não ser aquilo que parecem. Os 263 deputados do PPE, só por si, são insuficentes para a necessaria ratificação de Durão Barroso. E mesmo aqui, há fracturas, porque os conservadores britânicos podem juntar-se à alternativa. Wilfried Martens, presidente do PPE está disposto a negociar.