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Shell paga 11 milhões por alegada violação de direitos humanos

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Shell paga 11 milhões por alegada violação de direitos humanos

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A imagem do escritor nigeriano Ken Saro Wiwa, enforcado há treze anos, ficará para sempre ligada à causa ambientalista.

A Royal Dutch Shell Company aceitou pagar onze milhões de euros para pôr fim a um processo em que era acusada de complicidade em abusos cometidos contra nove activistas anti-shell, entre eles o escritor nigeriano que liderava o movimento. A companhia anglo-holandesa nega as acusações, mas para o jurista norte-americano Marco Simons, o acordo é uma vitória: O acordo é uma mensagem para a Shell e para as empresas que operam na Nigéria, de que não podem cometer abusos dos direitos humanos, nem prestar ajuda a soldados que cometem abusos de forma impune porque serão responsabilizadas”. O caso remonta ao início dos anos 90. Um grupo de pessoas iniciou uma campanha contra a poluição causada pela companhia anglo-holandesa e a favor de uma melhor distribuição dos rendimentos do petróleo. O caso remonta ao início dos anos 90. Um grupo de activistas iniciou uma campanha contra a poluição e a favor de uma melhor distribuição dos rendimentos do petróleo. Um protesto que terminou na condenação à morte de nove pessoas. Os familiares das vítimas apresentaram queixa num tribunal de Nova Iorque por violação de direitos humanos. A justiça norte-americana nunca condenou uma multinacional por violação de direitos humanos mas vários casos foram já resolvidos fora dos tribunais.