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Troca de acusações marca final da campanha para as eleições presidenciais iranianas

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Troca de acusações marca final da campanha para as eleições presidenciais iranianas

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É a recta final da campanha para as presidenciais no Irão. No último dia o tom das acusações subiu entre os dois principais candidatos. A corrida eleitoral opõe o presidente Mahmoud Ahmadinejad a três candidatos, mas apenas Hossein Mousavi tem hipóteses de bater o chefe de Estado que é o candidato protegido pelo regime.

No último comício o presidente cessante acusou os adversários de o insultarem, o que é um crime no Irão, e de recorrerem a métodos dignos de Adolf Hitler. A continuidade do antigo Guardião da Revolução pode estar em causa. De acordo com um editorialista iraniano, “se as eleições forem livres” Hossein Mousavi “pode vencer à primeira volta”. Mas um observador europeu considera que “vai ser mais do mesmo” e que Ahmadinejad deve ganhar. Seja como for, o antigo primeiro-ministro mantém a esperança. Mousavi acredita que pode vencer e declarou na televisão que não vai desistir da corrida e que é o mesmo homem dos primeiros anos da revolução. Palavras que sustentam a maioria das análises. A eventual vitória do candidato reformador não implica uma mudança de regime, apesar do apoio popular. A política nuclear do Irão, por exemplo, vai continuar a ser dirigida pelo líder supremo, o ayatollah Ali Khamenei. Ainda assim é esperada uma postura mais dialogante por parte de Mousavi face ao Ocidente.