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Acusações e críticas entre candidatos marca final da campanha presidencial no Irão

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Acusações e críticas entre candidatos marca final da campanha presidencial no Irão

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O Irão escolhe amanhã um novo presidente, mas as últimas horas de campanha estiveram ao rubro com uma troca intensa de acusações entre candidatos. É o resultado da corrida renhida entre dois dos quatro candidatos, Mirhossein Mousavi e Mahmmud Ahmadinejad.

Nas últimas horas de campanha, o presidente cessante aproveitou o tempo de antena suplementar na televisão pública para defender a própria governação, lançar ataques pessoais aos adversários e responder às críticas com ameaças de prisão. Os rivais esses não tiveram direito de resposta, depois de rejeitarem participar num programa onde o tempo de antena que tinham era muito inferior ao de Ahmadinejad. Não foram os candidatos, mas foram os apoiantes. À porta da televisão pública, reuniram-se centenas de apoiantes de Mirhossein Mousavi, o principal alvo dos ataques do actual presidente. Acusavam a televisão pública de beneficiar um candidato. Um apoiante de Mousavi afirmou: “Esta entrevista suplementar terá um efeito negativo sobre Ahmadinejad, porque as pessoas são capazes de julgar. Não se deixam iludir pelas alegadas capacidades ou qualificações de uma pessoa só porque a televisão a apoia. As pessoas viram, ouviram e vivem as mentiras”. Os ataques entre Ahmadinejad e Mirhossein Mousavi acentuaram-se à medida que o ex-primeiro-ministro ganhava apoio nas últimas semanas de campanha, tornando o resultado incerto. Mousavi é, sobretudo, popular entre os jovens, alvo da campanha via internet. Ali, responsável da campanha de Mousavi no Facebook, considera que “num mundo de comunicação, já não é possível mentir ou manipular as sondagens, pois a informação passa de forma rápida”. A guerra de acusações está suspensa hoje, em dia de reflexão. Amanhã, 70 milhões de iranianos vão às urnas. Dois terços têm menos de 30 anos.