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Itália e Líbia reforçam laços e fazem negócios

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Itália e Líbia reforçam laços e fazem negócios

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A Itália e a Líbia reforçam laços e prometem ultrapassar o passado colonial.

O chefe de Estado Líbio está desde ontem na capital italiana para um visita considerada histórica. Muamad Kadhafi agradeceu a Silvio Berlusconi pelo Tratado de Amizade assinado no ano passado, no qual Roma pede desculpa pela colonização e compromete-se a investir 3,5 mil milhões de euros no país. No mesmo discurso, boicotado por vários senadores, o chefe de estado Líbio classificou ainda como “insuficiente” a recompensa dada à Líbia para que abandonasse as suas ambições nucleares. O ministro dos Negócios Estrangeiros italiano, Franco Frattini, elogiou a cooperação com a Líbia: “Estou certo de que o senhor Khadafi poderá contribuir para resolver questões globais como a imigração de massa e a ajuda aos países pobres. É muito importante mostrar que consideramos África como uma oprtunidade e não como um problema.” Em Roma centenas de manifestantes saíram à rua para denunciar o acordo que os dois países assinaram em matéria de imigração. O documento prevê o repatriamento dos imigrantes que atravessam o Mediterrâneo passando pela Líbia. Para o efeito, Roma ofereceu quatro navios de patrulha à Tripoli.