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Peru suspende lei sobre recursos da Amazónia após banho de sangue

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Peru suspende lei sobre recursos da Amazónia após banho de sangue

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O congresso peruano suspendeu temporiariamente uma lei que permite a exploração dos recursos naturais na Amazónia.

Na semana passada, o protesto dos indígenas contra o projecto do presidente Alan Garcia terminou num banho de sangue. As organizações de direitos humanos falam em genocídio. Os ameríndios receiam perder o controlo sobre os recursos naturais. O presidente peruano quer encorajar o investimento estrangeiro na Amazónia. Numa entrevista à televisão peruana, Alan Garcia considerou que “país não pode ceder à chantagem e à pressão”. O protesto dos Ameríndios começou em Abril com cortes de estrada e ocupações de campos petrolíferos. Um líder indígena prometeu continuar a luta: “Não vamos suspender o protesto. Vamos continuar até ao fim. A lei foi suspensa por apenas noventa dias o que não é bom para nós, população indígena. Vamos unir-nos mais e continuar a lutar até ao fim”. Na semana passada, violentos confrontos entre as autoridades e os indígenas causaram a morte a 60 pessoas. A Igreja Católica do Brasil repudiu o que classifica de massacre. Algumas ONG falam mesmo de genocídio.