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Laboratórios na corriada à vacina contra a Gripe A

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Laboratórios na corriada à vacina contra a Gripe A

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Os grupos farmacêuticos do mundo lançaram-se na procura da vacina contra o vírus H1N1.

Assim que foi conhecida a decisão de elevar o nível de alerta para o valor máximo da escala da OMS, surgiram os primeiros anúncios de um primeiro lote de vacina para o próximo Outono. O grupo suíço, Novartis, que recebeu mais de 280 milhões de dólares do governo americano para a investigação, afirma ter encomendas já de 30 governos. Para a porta-voz da OMS “a questão é de grande importância, porque se trata de um novo vírus para o qual não há imunidade e é preciso uma vacina rápida, ao mesmo tempo que se preparam as vacinas sazonais do hemisfério norte”. Os virologistas tinham previsto, aquando da detecção do vírus, que o auge do desenvolvimento do H1N1 seria no Outono. Até lá, os laboratórios têm que fabricar como é hábito as vacinas da gripe sazonal que mata anualmente entre 250 mil e meio milhão de pessoas, em todo o mundo. Apesar do alerta para uma possível pandemia, a União Europeia não altera as formas de gerir esta crise por enquanto. A Gripe A atingiu até agora mais de 28 mil pessoas e provocou 144 mortes. Na Austrália, que começa entrar no Inverno, é onde se espera a evolução mais rápida e onde se teme a possível mutação do vírus.