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Ahmadinejad "pequeno servidor dos pobres"

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Ahmadinejad "pequeno servidor dos pobres"

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“Pequeno servidor dos pobres” no Irão. É assim que Mahmud Ahmadinejad gosta de se apresentar aos eleitores. Filho de um ferreiro, chegou de surpresa à ribalta em 2005, quando ganhou com 62 por cento dos votos as eleições presidenciais.

Ultraconservador, antigo membro dos Guardas da revolução, Ahmadinejad é aliado do Guia Supremo da Revolução, o aiatola Ali Khamenei, que detém o verdadeiro poder no Irão. Define as políticas gerais, nomeadamente dos Negócios Estrangeiros. Quando se apela ao voto no candidato anti-ocidente, é Ahmadinejad que o aiatola apoia. O presidente em exercício já deu provas suficientes nos discursos inflamados contra Israel e contra os Estados Unidos, coloca permanentemente em causa o Holocausto e defende o programa nuclear iraniano contra todas as sanções do Conselho de Segurança da ONU. Um desafio que agrada à maioria dos eleitores. No entanto, o balanço económico que se faz do mandato do presidente cessante é muito importante, nomeadamente para as classes populares que ainda acreditam na promessa de partilha da riqueza do petróleo por todas as famílias. Mas a distribuição dos “petrodólares” aumentou a inflação para 23,6 por cento, sem reduzir o desemprego. A subida de preços de produtos de primeira necessidade dificultam a vida a 15 milhões de famílias iranianas que vivem com menos de 432 € por mês. Mas Ahmadinejad cuida da imagem de homem do povo que garante a toda a gente viver apenas com o ordenado de professor. Um populismo que agrada muito aos iranianos dos meios rurais e dos bairros populares das cidades.