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Visita de Kadhafi a Itália termina com mais polémica

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Visita de Kadhafi a Itália termina com mais polémica

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A visita oficial de Mouammad Kadhafi a Itália esteve envolta em polémica.

O chefe de Estado líbio abandonou o país três horas antes do previsto. Mas antes encontrou-se com alguns italianos que foram expulsos da Líbia, nos anos 70, quando Kadhafi já estava no poder. Um italiano explica porque o governante os expulsou do país: “Ele disse-nos que foi forçado a expulsar-nos e ao fazer isso salvou-nos a vida, já que o povo líbio nos queria matar… E para nos salvar, confiscou as nossas propriedades.” A “histórica” visita de três dias ficou marcada por um incidente diplomático, na sexta-feira. Khadafi não compareceu a uma sessão solene na câmara baixa dos deputados, em Roma. Depois de duas horas de espera, o encontro foi cancelado plo presidente da câmara baixa, Gianfranco Fini. Uma possível retaliação do líder líbio, já que foi impedido de discursar perante o Senado. O primeiro-ministro Silvio Berlusconi encontrou-se mais tarde com Kadhafi na sua tenda para amenizar o incidente que marcou a primeira visita do governante líbio a Itália. O início da visita também ficou manchado pela polémica. O dirigente líbio encontrou-se com o presidente italiano, envergando a foto de um líder da resistência líbia, assassinado a mando de Benito Mussolini. Um reacender da Itália colonalista, que não impediu os dois países de celebrarem numerosos acordos comerciais.