Última hora

Última hora

Autoridades iranianas aprovam recontagem dos votos

Em leitura:

Autoridades iranianas aprovam recontagem dos votos

Tamanho do texto Aa Aa

Os mortos e feridos resultantes das manifestações de ontem não intimidam a oposição iraniana.

O governo de Mahmoud Ahmadinejad tem sido alvo das duras críticas da comunidade internacional, que pede um inquérito para investigar a eleição. União Europeia e Estados Unidos dizem-se preocupados com a onda de violência que se vive no Irão, considerada a mais grave dos últimos 30 anos. O presidente do parlamento iraniano anunciou que a comunidade internacional não deve interferir nos assuntos internos do Irão. Ali Larijani disse que alguns países europeus deveriam antes “preocupar-se com a crise financeira e os problemas sérios provocados pelas suas posições”. O Conselho dos Guardiões diz-se disposto a recontar os votos do escrutínio que deu a vitória a Mahmoud Ahmadinejad. Mas informa que será impossível proceder a uma nova eleição, como aspira o moderado Mir Houssein Mousavi. A oposição alega que milhões cartões de eleitores desapareceram. As manifestações terão efeitos no futuro, como explica Riad Massa, analista da Euronews em assuntos do Médio Oriente. “Estas manifestações e contra-manifestações nas ruas reflectem uma cisão aguda entre os reformistas que pedem mudanças e os conservadores que querem preservar os princípios da revolução. O regime, ao exercer pressão sob os chefes reformistas procura por fim à violência que pode alastrar-se. Quaisquer que sejam os acontecimentos futuros, vão deixar sequelas profundas, que apareceriam de uma forma ou outra. A mais provável é a obrigação do regima dos Mullahs a abrir-se.” O Irão procura uma saída da crise sem testemunhos incómodos. O governo considera ilegal a cobertura das manifestações pelos jornalistas estrangeiros, que estão confinados ás redacções.