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Recondução de Barroso pode ter de esperar

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Recondução de Barroso pode ter de esperar

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Barroso vai ter que ter paciência. Tudo indica que da Cimeira desta semana não sairá mais do que um apoio de princípio à sua recondução no cargo de presidente da Comissão Europeia.

Durão Barroso conta com o apoio da maioria dos chefes de Estado e de governo europeus. Incluindo Nicolas Sarkozy e Angela Merkel. No entanto, os responsáveis de Paris e Berlim preferem esperar que o antigo primeiro-ministro português apresente um verdadeiro programa para os próximos cinco anos. Assim, Merkel e Sarkozy anunciaram que deixam ao Parlamento Europeu a decisão de dar luz verde, ou não, à recondução de Barroso, já na sessão inaugural de Julho. E se Barroso conta com o apoio da maior bancada do hemiciclo, a dos Populares Europeus, outros grupos parecem menos dispostos a reconduzi-lo no cargo. Alguns, como os Verdes, querem esperar o resultado do novo referendo na Irlanda, sobre o Tratado de Lisboa, agendado para o início de Outubro. “Creio que a maioria – democratas-liberais, verdes, socialistas, extrema-esquerda – é uma maioria suficiente para dizer ‘não’ ao procedimento, em Julho. Há personalidades capazes de assumirem a presidência da Comissão. Mas só vão emergir a partir do momento em que Barroso tenha sido bloqueado. É sempre assim que as coisas funcionam. Se falamos delas agora, vamos queimá-las”, argumenta o eurodeputado verde Daniel Cohn-Bendit. Para o politólogo Pascal Delwit, da Universidade Livre de Bruxelas, a frente anti-Barroso não tem grandes hipóteses de ganhar: “Ao nível do Parlamento Europeu, a oposição à recondução de Barroso não é, necessariamente, uma oposição maioritária e, ainda menos, homogénea. E não é evidente que haja uma personalidade capaz de agregar grupos tão importantes como os socialistas, os verdes e os liberais.” Numa carta enviada aos Estados membros, Durão Barroso apela aos Vinte e Sete para que, na Cimeira desta semana, “iniciem o processo de designação do presidente da Comissão Europeia, tal como foi acordado”, na Cimeira de Dezembro último.