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Barroso convence em Bruxelas

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Barroso convence em Bruxelas

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Diplomata por excelência, mestre na arte de evitar os conflitos, Durão Barroso não deverá ser obrigado a abandonar o gabinete de Bruxelas, que ocupa desde 2004.

Da militância do MRPP à presidência da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso fez um percurso político fulgurante. A militância activa no PPD/PSD, no princípio dos anos 80, levou-o a diversos cargos na vida política nacional, mas foi no posto de secretário de Estado dos Assuntos Externos e Cooperação que se fez notar, sobretudo na promoção dos acordos de Bicesse, que trouxeram um armísticio temporário em Angola e na habilidade diplomática com que geriu internacionalmente a questão de Timor Leste. O passaporte para Bruxelas, no entanto, carimbou-o com a cimeira dos Açores, que viria a ditar o início da guerra do Iraque. Foi Tony Blair que propôs a sua candidatura à presidência da Comissão Europeia. Barroso chega a Bruxelas com um programa liberal, mas a polémica criada com a directiva Bolkstein fá-lo arrepiar caminho e a crise financeira obriga-o a dar mais importância às questões sociais. Os dectractores acusam-no de não ter uma visão estratégica para a Europa, mas aquilo que mais o irrita são as comparações com Jacques Delors.